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Modernidade, botas e amor...

     Este mundo da modernidade é muito frugaz, tudo muda de uma hora para outra. O que hoje é a maior representação da tecnologia, amanhã é totalmente obsoleto. Hoje vivemos o tempo da mudança constante, até mesmo para que haja movimentação econômica, consumo e mais consumo.
     O ser humano viveu milhares de anos evoluindo gradativamente, se adaptando ao meio para sobreviver as vicissitudes da vida. Hoje em dia nós seres humanos alteramos o que nos cerca para que este se molde as nossas necessidades. Construímos enormes hidrelétricas alagando milhares de hectares. Para quê? Para  produzir mais energia e satisfazer nossas pequenas necessidades. Criamos cidades dentro de mares para que? Para simplesmente ostentarmos, ou seja, para mostrarmos para os mais desvalidos que existe uma classe social que pode tudo. Erguemos centrais atômicas na zona mais perigosa do mundo e ficamos surpresos quando acontece uma catástrofe anunciada.
     Quando de fato iremos evoluir? Quando iremos olhar o meio ambiente com os olhos de um ser integrado a este sistema de vida e não como um predador? 
     Até quando nosso planeta irá suportar? Os avisos estão sendo dados, as catástrofes são diárias e se não tomarmos um novo rumo, nossa vida se tornará um inferno, se já não se transformou.
     Mas não queria escrever sobre isso, mas sim sobre uma bota. Sim uma bota e o que ela significa.
     Primeiramente tenho que dizer que não gosto de botas, acho estranho e de difícil combinação. Mas estes dias estava trabalhando e vi uma bota muito bonita, bem feita, bem desenhada, enfim, uma senhora bota. E este fato me fez pensar sobre os pré-conceitos. Conceitos formulados anteriormente aos fatos diários da vida. Somos criados sobre os alicerces dos preconceitos, seja de raça, religioso, social, enfim, somos preconceituosos. E temos que lutar para nos limparmos destes conceitos pré-concebidos. Uma história corriqueira do dia-dia me fez pensar que podemos muito mais do que repassar conceitos recebidos e criados dentro de nós. Na semana passada ultrapassamos mais um limite imposto por nós mesmos, a Suprema Corte decidiu que as relações homoafetivas não são ilegais. Ora, todos nós conhecemos pessoas que se relacionam independentemente do sexo delas, onde o amor é o único imperativo. Este amor não pode ser posto de lado e escondido e sim vivido. Não porque a Suprema Corte assim decidiu, mas sim porque a vida é diversa, somente isso. E há muito tempo eu já via o amor entre pessoas do mesmo sexo com os olhos de quem acredita no amor verdadeiro. Somente isso e nada mais.

Trilha sonora:

Welcome to the Machine - Pink Floyd Wish You Were Here
You've Lost That Lovin' Feeling - he Righteous Brothers Rolling Stone Magazine's 500 Greatest Songs Of All Time
Maggie May - Rod Stewert Rock 70´s
Au Lait - Pat Metheny Group Offramp
Rolling Stones - Miss You Rock 70´s
Yesterdays - Guns N' Roses Use Your Illusion II
Falling Down - Muse Showbiz
Pressure Drop - Toots & The Maytals Rolling Stone Magazine's 500 Greatest Songs Of All Time

Comentários

  1. Muito bem doutor negrão...as diferenças existem para tornar o mundo mais colorido!
    Quem iria dizer que um dia eu teria um cachorro? Nossas ideias mudam, mudam, em uma velocidade incrivel!
    Muito bom texto !!! Abraços!

    ResponderExcluir
  2. eh, adorei e concordo!
    só acho que devo que parar de comprar botas, em nome de um mundo sustentável...

    ResponderExcluir
  3. Eu vou comprar umas botas pra mim, nunca usei, mas fiquei com vontade.

    ResponderExcluir

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